Confira a matéria sobre a Open Doors, divulgada pelo Novo Jornal e escrita por Pedro Vale:
CONHECIMENTO NA PONTA DOS DEDOS
Tablet, iPad, e-board. Equipamentos tecnológicos de última geração são usados como ferramentas, dentro e fora da sala de aula, auxiliando atividades pedagógicas desde os primeiros passos do ensino.
Não faz muito tempo que os tablets, aqueles computadores portáteis em forma de prancheta com uma tela sensível ao toque, se tornaram uma opção prática e dinâmica – e até, por que não, acessível? – para se ver dilmes, ouvir música, acessar a internet ou simplesmente ler um livro. Todos se lembram do furor causado pela Apple ao lançar o seu iPad em 2010; até então, essa interatividade só tinha sido vista em obras da ficção científica.
Mas essa tecnologia pode ir muito além do entretenimento, e algumas instituições de ensino do Rio Grande do Norte já perceberam isso e estão procurando integrar o desenvolvimento tecnológico ao pedagógico para oferecer aulas que, além de mais divertidas, sejam mais eficientes.
Uma das empresas que tem demostrado essa preocupação é a Open Doors. Desde o começo do ano passado, os alunos da escola de inglês têm oito iPads à sua disposição, que são utilizados em sistema de rodízio pelos professores. Como as aulas têm, no máximo, doze alunos, o número é suficiente para se realizarem aulas dinâmicas em dupla. Além disso, em janeiro deste ano, cinco e-boards (ou lousas eletrônicas) foram instaladas nas salas da Open Doors OD, a unidade para adolescentes da escola, enquanto duas foram postas na Open Doors Kids, para crianças menores.
As possibilidades de se usar esses dispositivos eletrônicos em aula são inúmeras. A coordenadora pedagógica da Open Doors OD, Priscilla Macêdo, explica: “Os tablets possuem vários aplicativos que, embora sejam feitos especialmente para o ensino, podem ser adaptados para aula”.
Como exemplo, ela dá os programas da enciclopédia online Wikipedia, do site de vídeos Youtube, do globo terrestre online Google Earth, além de outros mais específicos, como um sobre fonética. Ainda existem aplicativos lúdicos sobre as datas comemorativas celebradas na escola, como o St. Patrick’s Day (Dia de São Patrício, 17 de março).
O outro aparelho que utiliza o wi-fi disponível em cada uma das 11 salas de cada unidade é o e-board, uma lousa eletrônica interativa e com touch-screen. Imagine uma lousa que não precise de giz ou apagador, tenha acesso à internet, rode (e grave) vídeos e softwares, toque música, tenha acesso a jogos e aplicativos e poderá ter uma ideia da coisa.
A ferramenta não é barata: uma breve pesquisa na internet indica que o preço médio de um e-board é R$ 4.300,00. Como forma de aliviar o custo, a Open Doors não comprou nenhum dos aparelhos, como fez com os iPads, preferindo alugá-los da empresa XXX. A compensação é o tempo que se ganha. “Por causa do dinamismo oferecido, as aulas fluem mais rapidamente. Além, claro, desse tipo de equipamento ser um atrativo para novos clientes; o aumento de matrículas desse ano foi maior que no ano passado, quando os iPads foram introduzidos”, afirma Priscilla Macêdo.
E o discurso da coordenadora não é da boca pra fora. A reportagem do NOVO JORNAL acompanhol uma aula e pôde constatar o tão falado dinamismo que é oferecido. Enquanto a lousa tocava (através do Youtube) a canção “We Will Rock You”, da banda britânica Queen, os alunos corriam para a tela e completavam as frases lá dispostas com as palabras adequadas, em uma espécie de disputa na qual o mais rápido e preciso sairia vitorioso. A correria frenética mais parecia um jogo do que uma atividade. No entando, a eficácia do método ficou evidente no final da competição: apenas um aluno errou a palavra que precisava escrever.
Para teachers e students
As novidades implementadas pela Open Doors agradaram tanto a professores quanto estudantes. Aerton Calaça, 39, dá aulas no núcleo “teen” da escola e garante que, além de ser uma metodologia mais lúdica, a utilização dos tablets e da lousa eletrônica torna o aprendizado mais eficiente.
“O grande diferencial é a capacidade que essas tecnologias têm de prender a atenção do aluno. Como professor, esse benefício é o que me parece mais evidente”, conta Calaça. Os professores da instituição sempre tiveram que se empenhar na inglória tarefa de prender a atenção das crianças e adolescentes por 1h15 de aula; os novos equipamentos chegaram para amenizar esse esforço. “Se o profissional dominar a linguagem dessas novas tecnologias, mesmo um assunto normalmente considerado chato pode se tornar interessante para os estudantes”, destaca.
Tudo tem um preço, no entanto. Aerton Calaça admite que preparar uma aula multimídia, com vídeos, músicas e jogos, capaz de aproveitar no máximo o potencial dos tablets e da lousa, é mais complicado e leva mais tempo do que planejar uma comum. Ainda assim, o trabalho extra vale a pena. “A aula se torna mais gostosa e eficiente de dar e assistir. No ano passado, com a utilização dos tablets, pudemos até perceber uma melhora no desempenho dos alunos. As possibilidades com essas tecnologias são infinitas. É como ter, literalmente, o universo às mãos: por causa da internet, sempre haverão novidades e as aulas nunca ficarão velhas”; entusiasma-se Calaça.
Outra satisfeita com os eletrônicos usados em sala de aula é Bárbara Lima de Medeiros, 13, que estuda no oitavo ano na Escola Doméstica e está em um nível intermediário da escola de inglês. Ela estuda na Open Doors desde que tinha três anos e se lembra muito bem do dia em que os iPads foram introduzidos. “Foi uma loucura. Todo mundo queria ficar usando o tempo todo”, lembra.
Isso não significa que os estudantes tratem os aparelhos como brinquedos. Bárbara explica que, embora muitos alunos mais jovens aproveitem os tablets e as lousas pelo aspecto lúdico, estudantes da sua faixa etária se importam mais com as facilidades no estudo trazidas pelas tecnologias. “Eu diria até que me divirto estudando, é bem mais dinâmico. Acabo até aprendendo mais. No livro as coisas acabam ficando mais chatas logo”, conta a adolescente.